Terceira Idade

Terceira idade do ABC cresceu 49,6% em dez anos .

Terceira idade do ABC cresceu 49,6% em dez anos .

Nos últimos dez anos, a população com mais de 60 anos aumentou 49,69% na região. Segundo dados do Instituto de Geografia e Estatística (IBGE), em 2000 essa parcela da população na região totalizava 186.346 pessoas, passando para 278.095 em 2010.

Tendo em vista o crescente número de representantes da terceira idade no ABC, as prefeituras investem em programas que garantam qualidade de vida aos idosos.

Em Diadema foram implementadas políticas públicas de atendimento às pessoas da terceira idade. Na área da saúde, todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) têm propiciado atividades como ginástica, artesanato, terapias em grupo, núcleos de pessoas com doenças crônicas, entre outras. Além disso, os idosos têm prioridade no agendamento das consultas médicas e odontológicas. Para as providências quanto aos casos de maus-tratos, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e o Centro de Referência do Idoso ( CRI) contribuem para a defesa dos direitos desses cidadãos.

Em São Bernardo, em 2009 foi lançado o programa De bem com a Vida, que hoje conta com 2 mil participantes. O projeto oferece atividades físicas, de lazer e debates sobre doenças, a exemplo da diabete e da hipertensão. O município conta, também, com o Projeto Reviver, criado em 2010, que adotou medidas para diminuir o número de casos de violência relacionados à terceira idade.

Em Santo André, a Secretaria de Saúde criou o Centro de Fortalecimento Muscular (CFMI) que tem a função de melhorar o condicionamento físico dos idosos andreenses, prevenindo doenças musculares, muito comuns com o passar dos anos. Outro destaque do município foi a criação, em 2009, da Delegacia dos Idosos, que visa à integridade física e mental desse público.

Para melhorar a autoestima são desenvolvidas diversas atividades, como por exemplo, o Baile da Terceira Idade e os Concursos de Miss e Mister Terceira Idade.

Centros Integrados

Em São Caetano, quem atende essa parcela da população são os Centros Integrados de Saúde e Educação (Cise). Nesses equipamentos são oferecidos tratamentos com geriatras, fisioterapeutas e nutricionistas. Este ano, a acupuntura e a psicologia também passaram a fazer parte do quadro de atividades.

A cidade conta, também, com o Programa Renascer, que atende vítimas de violência sexual e doméstica, desenvolvendo ações de prevenção e solução dos casos. Em 2007, São Caetano presenteou a população idosa com a Universidade Aberta da Terceira Idade (Unimais), onde são oferecidos aos alunos os cursos de redação criativa, informática, oficina de expressão oral, mitologia, entre outros. Devido ao sucesso do projeto, a partir de 2010 foi implementada a Unimais + Educação Continuada, pois, após a conclusão dos estudos, os alunos buscavam cursos de aperfeiçoamento.

Até o fechamento da edição, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra não responderam aos questionamentos da reportagem.

Pesquisa revela que 32 idosos são internados por dia devido à fratura no fêmur

Levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo revelou que 32 idosos são hospitalizados por dia no Estado devido às fraturas de fêmur. Somente em 2011 foram realizadas 11.631 internações, das quais 7.973 (68,5%) foram de mulheres.

Segundo Anderson Della Torre, geriatra e coordenador médico do Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia (IPGG), o pico de massa óssea dos seres humanos ocorre por volta dos 25 anos. A partir daí, inicia-se uma perda de massa contínua e progressiva. “Para as mulheres, essa perda se intensifica durante a menopausa, o que pode explicar o maior número de fraturas no sexo feminino”, explicou Torre.

Comparado com o ano de 2001, quando foram notificadas 6.830 internações, em dez anos houve um aumento superior a 70% no número de idosos que sofreram fraturas de fêmur. Já em relação ao número de óbitos, o aumento registrado em dez anos foi de 86%, passando de 331 em 2001 para 617 mortes em 2011.

Além da perda natural de massa óssea, alguns fatores de risco como má alimentação, sedentarismo e automedicação contribuem para o enfraquecimento dos ossos. Com isso, há  aumento na probabilidade das quedas, que são as principais causas das fraturas ósseas dos idosos.

Além de manter uma alimentação saudável e praticar exercícios regularmente para fortalecer os músculos e os ossos; o consumo de cálcio é fundamental. De acordo com o geriatra, a quantidade de cálcio elementar que deve ser ingerida pelos idosos é de cerca de 1.200 mg. “Além do consumo de alimentos ricos em cálcio, como o leite, por exemplo, tomar sol é fundamental para a produção da vitamina D, componente essencial para fixar o cálcio nos ossos”, disse Torre.

Segundo IBGE, em 2010 a região contava com 278.095 idosos Segundo IBGE, em 2010 a região contava com 278.095 idosos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FONTE: Daniela Loppes

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